Imaginário Coletivo | Fotografia para Transformação

Exposição PUNCTUM

É inegável que tendemos a perceber o mundo através das imagens.

É inegável que tendemos a perceber o mundo através das imagens.

Antes mesmo de aguçar todos os nossos sentidos e nos comunicar amplamente, conseguimos reconhecer nossos pais, o local em que vivemos e tudo aquilo que nos rodeia pela observação. A partir daí, de maneira sinestésica, tato, olfato, audição, paladar e tantos outros sentidos começam a se conectar e, juntos, nos transformam em seres extremamente perceptíveis e sensíveis.

Isso tudo é vivenciado de forma simultânea. E, como num passe de mágica, de repente, está tudo conectado. Não nos lembramos, por exemplo, como aprendemos a ver. Cremos, inclusive, que ninguém nos ensina a enxergar. Passamos a compreender o mundo, identificar objetos, pessoas e tudo aquilo que nos rodeia em um processo de leitura e interpretação de imagens quase instintivo.

Mas, se tudo é tão espontâneo, por que ao nos depararmos com uma série de fotografias, algumas fisgam o nosso olhar, enquanto outras passam totalmente desapercebidas.

A resposta para este questionamento é justamente o que deu origem a exposição PUNCTUM.

PUNCTUM, na verdade, é um conceito estabelecido por Roland Barthes, que, de maneira bem abrangente, refere-se ao elemento existente em uma fotografia capaz de atrair o nosso olhar. Ou seja, ao nos depararmos com uma imagem fotográfica, muitas vezes, somos atraídos por aquilo que o fotógrafo considerou importante ser percebido por nós.

Ao transpor o conceito de PUNCTUM para a realidade do Imaginário Coletivo – que atua em aglomerados de Belo Horizonte e utiliza a imagem para empoderar crianças e adolescentes através da prática fotográfica – quebramos o estigma e os pre(conceitos) amplamente difundidos sobre esses locais, fazendo com quem observe as nossas fotografias sejam induzidos e desconstruir as suas próprias convicções.

O Imaginário Coletivo, então, direciona olhares e reconfigura a percepção do espaço. Na mostra PUNCTUM – que reúne 42 retratos em grande formato, produzidos por jovens entre 10 e 13 anos sobre o cotidiano do Aglomerado Santa Lúcia (Morro do Papagaio) – isso fica latente, através da representação do cotidiano de um aglomerado repleto de peculiaridades que contraria, totalmente, o senso comum.

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