Exposições

#ZOOM

Aventure-se pelo olhar de um, dois, três, aliás, 18 jovens que fizeram o curso de fotografia participativa Foto Abraço, idealizado pelo Imaginário Coletivo, na Associação Comunitária do Bairro Jardim Alvorada, em Belo Horizonte/MG, Brasil.

A mostra #ZOOM encerrou as atividades do semestre de 2015 e surpreendeu, não apenas pela qualidade técnica e estética das fotos, mas também pelos vieses lúdicos, sensíveis e extremamente reveladores das imagens, que extrapolaram os limites delimitados pelos muros da instituição.

Surpreenda-se. Permita-se. Dê um ZOOM.  #ZOOM

Para mais informações acesse o hotsite da exposição.

DESLOCAMENTOS

Dizem por aí que as crianças conseguem enxergar o mundo de maneira bem diferente. Nada é óbvio, estático e objetivo. Pelos seus olhos, o dia a dia torna-se fantástico e o inimaginável, realmente, acontece.

Agora, imagine se você fosse convidado para conhecer o Aglomerado Santa Lúcia – Morro do Papagaio – pelos olhos de uma criança? Aliás, pelos olhos de jovens fotógrafos que participam da oficina de fotografia idealizada pelo projeto Imaginário Coletivo e ministrada pelo fotógrafo Jorge Quintão, localizada no Morro do Papagaio, em Belo Horizonte, e que têm as suas fotos expostas na mostra Deslocamentos.

Deslocamentos reflete a multiplicidade de olhares sobre um mesmo tema, um mesmo cotidiano, uma mesma comunidade. Deslocamentos surpreendem não somente pela qualidade técnica e estética, mas também pelo viés crítico, político e lúdico captados pelos jovens fotógrafos.

Enquanto a gastronomia do Morro chama atenção de alguns olhinhos – gulosos pela sinestesia provocada por pratos produzidos pelos chefs do Aglomerado para um programa do Governo, através da Secretaria de Estado de Turismo, em parceira com o Muquifu (Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos) – a angústia e desilusão de alguns dos moradores das Vilas São Bento e Esperança – que estão sendo desocupadas em virtude do Programa Vila Viva – é o foco de outros.

Na mostra, anônimos ganham status de celebridades. Becos e barracões são retratados como verdadeiras obras da arquitetura contemporânea. Há quem vá se surpreender, há quem vá se identificar e há, também, quem vá estranhar tanta experimentação.

 


PUNCTUM

Antes mesmo de aguçar todos os nossos sentidos e nos comunicar amplamente, conseguimos reconhecer nossos pais, o local em que vivemos e tudo aquilo que nos rodeia pela observação. A partir daí, de maneira sinestésica, tato, olfato, audição, paladar e tantos outros sentidos começam a se conectar e, juntos, nos transformam em seres extremamente perceptíveis e sensíveis.
Isso tudo é vivenciado de forma simultânea. E, como num passe de mágica, de repente, está tudo conectado. Não nos lembramos, por exemplo, como aprendemos a ver. Cremos, inclusive, que ninguém nos ensina a enxergar. Passamos a compreender o mundo, identificar objetos, pessoas e tudo aquilo que nos cerca em um processo de leitura e interpretação de imagens quase instintivo. Mas, se tudo é tão espontâneo, por que ao nos depararmos com uma série de fotografias, algumas possuem elementos que fisgam o nosso olhar, enquanto outras passam totalmente desapercebidas. A resposta para este questionamento é justamente o que deu origem a exposição PUNCTUM.

PUNCTUM, na verdade, é um conceito estabelecido por Roland Barthes, que, de maneira bem abrangente, refere-se ao elemento existente em uma fotografia capaz de atrair o nosso olhar. Ou seja, ao nos depararmos com uma imagem fotográfica, muitas vezes, somos atraídos por aquilo que o fotógrafo considerou importante ser percebido por nós. Ao transpor o conceito de PUNCTUM para a realidade do Imaginário Coletivo – que atua em aglomerados de Belo Horizonte e utiliza a imagem para empoderar crianças e adolescentes através da prática fotográfica – quebramos o estigma e os pre(conceitos) amplamente difundidos sobre esses locais, fazendo com quem observe as nossas fotografias sejam induzidos e desconstruir as suas próprias convicções. O Imaginário Coletivo, então, direciona olhares e reconfigura a percepção do espaço. Na mostra PUNCTUM – que reúne retratos em grande formato, produzidos por jovens entre 10 e 13 anos sobre o cotidiano do Aglomerado Santa Lúcia (Morro do Papagaio) – isso fica latente, através da representação do cotidiano de um aglomerado repleto de peculiaridades que contraria, totalmente, o senso comum.

punctum


 FENDAS

O Sesc, integrado ao Sistema Fecomércio MG e o Projeto Imaginário Coletivo promoveram da Exposição Fotográfica FENDAS.

FENDAS é muito mais que uma exposição fotográfica. FENDAS é um exercício – elaborado pelos desvios de olhares de fotógrafos, com idades entre 11 e 16 anos, formados pelo Imaginário Coletivo, durante um curso oferecido em parceria com o Sesc, na unidade Venda Nova – e destinado a todos aqueles que pretendem confirmar o quão antagônica pode ser a nossa percepção sobre o ambiente que nos cerca.

FENDAS ressignifica o dia a dia e coloca em posição de destaque o não dito verbalmente.

FENDAS des(encanta) o cotidiano. Expõe desejos inconfessáveis. Revela o inimaginável. Provoca, instiga e demonstra como é importante olhar, e olhar de novo, e mais uma vez, até encontrar brechas, espaços e lacunas que precisam, necessariamente, serem experimentadas, vivenciadas, sentidas.

FENDAS é mais do que mostra fotográfica. FENDAS é um recorte da contemporaneidade, que não revela o óbvio e nem o homogêneo, mas sim aquilo que resiste, veementemente, às convenções.

FENDAS é uma síntese de desejos.

Desejos de ocupação, inclusão, arte, transgressão e, sobretudo, liberdade.

Realização: Sesc e Imaginário Coletivo

Curadoria: Jorge Quintão

Apoio: Multiverse – Inovação

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